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Reabilitação Pélvica pós-COVID 27/04/2021



Neste processo em que estamos vivendo, o enfoque precisa
ser dado para prevenção da infecção e da transmissão do COVID-19 e, para quem
desenvolveu sintomas da infecção pelo SARS-CoV-2, evitar a morte

Para as pessoas que sobreviveram à infecção, há agora uma
outra fase que é a de reabilitação, com níveis muito variados e com sinais e
sintomas de longo prazo também variáveis. Como os sistemas que mais trazem
riscos à vida no curto prazo são o pulmonar e o cardiovascular, eles já vêm
sendo apresentados de forma ampla na literatura. Mas outros sistemas também são
afetados e precisamos produzir mais informações, para que possamos prestar
melhor assistência. 

Estudos recentes têm sido publicados se voltando para as
disfunções do assoalho pélvico, à função erétil e reprodutiva do homem, à
função sexual feminina. A maioria deles tem uma abordagem teórica, com
hipóteses sendo traçadas, e alguns poucos começam a trazer informações
coletadas dos pacientes e de estudos em cadáveres. De forma não científicas,
algumas pessoas também têm comentado sobre a alteração da sensibilidade vesical
com aumento da urgência. 

A depender do tempo que esse paciente tenha ficado
internado e com limitação dos movimentos, haverá perda de função muscular no
corpo todo. A depender dos sintomas respiratórios que fiquem no longo prazo,
pode haver aumento da pressão intra-abdominal, repercutindo, potencialmente, na
atividade dos músculos do assoalho pélvico. 

A função de armazenamento e esvaziamento da bexiga, assim
como o processo evacuatório podem ter sofrido modificação, especialmente para
as pessoas que precisaram ser internadas no hospital (tempo médio de internação
tem sido em torno de 20 dias, de acordo com alguns estudos), com ênfase àquelas
que foram para a UTI. O impacto psicoemocional também pode ser muito grande,
com quadros de ansiedade e depressão podendo estar presentes no pós-COVID-19.

Meu convite é para que pensemos neste paciente como um
todo, em todos os seus sistemas, já que os efeitos de longo prazo e o processo
de reabilitação precisam ter essa visão global. Também convido a lerem esses
artigos que selecionei, que trazem interessantes hipóteses e dados concretos.
Vamos nos informar, fazer um adequado diagnóstico funcional, para oferecer uma
reabilitação completa a essas pessoas.


Referências:           
                     
                     
                     
                     
                     
                     
                     
                   

Kaya Y, Kaya C, Tahta T, Kartal T, Tokgöz VY. Examination
of the effect of COVID-19 on sexual dysfunction in women. Int J Clin Pract.
2020 Dec;10:e13923. doi: 10.1111/ijcp.13923.

Sansone A, Mollaioli D, Ciocca G, Limoncin E, Colonnello E,
Vena W, Jannin EA. Addressing male sexual and reproductive health in the wake
of COVID-19 outbreak. J Endocrinol Invest. 2021; 44(2): 223–231.

Sansone A , Mollaioli D, Ciocca G, Colonnello E, Limoncin
E, Balercia G, Jannini EA. "Mask up to keep it up": Preliminary
evidence of the association between erectile dysfunction and COVID-19.
Andrology. 2021 Mar 20.  doi: 10.1111/andr.13003.





















Siracusa C, Gray A. Pelvic Floor Considerations in
COVID-19. J Womens Health Phys Therap. 2020 Oct./Dec;44(4):144-151.

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